terça-feira, 10 de janeiro de 2017


Leilão de área do Porto do Rio de Janeiro para movimentação de trigo acontecerá em 20 de abril



A sessão pública do leilão, a ser realizada na sede da ANTAQ, para o arrendamento de área destinada à movimentação e armazenagem de granéis sólidos de origem vegetal, especialmente trigo, dentro da poligonal do porto organizado do Rio de Janeiro acontecerá em 20 de abril, às 10h. A Agência publicou nesta segunda-feira (9), no Diário Oficial da União, a aprovação do edital do leilão nº 1/2017, e seus respectivos anexos, relativo ao certame licitatório. A licitação faz parte do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) do governo federal.

A área a ser licitada compreende 13.453 m2. Os investimentos previstos são de R$ 93.113.356,00. O valor global estimado do contrato é de R$ 515.797.013,85. O valor do arrendamento fixo por mês será de R$ 428.395,73. O prazo do arrendamento é de 25 anos, prorrogável por igual período.

O recebimento pela ANTAQ de todas as vias dos volumes relativos às declarações preliminares, aos documentos de representação e garantia de proposta; à proposta pelo arrendamento; e aos documentos de habilitação acontecerá em 17 de abril, das 10h às 13h, na ANTAQ.

O edital, seus anexos e os estudos de viabilidade correspondentes podem ser acessados nos endereços eletrônicos da ANTAQ (www.antaq.gov.br) e do Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil - MTPA (www.transportes.gov.br). Os documentos também estão disponibilizados na sede da Agência, no endereço SEPN Quadra 514, Conjunto "E", Edifício ANTAQ, bairro Asa Norte - Brasília/DF.

Serviço
Leilão de área do Porto do Rio de Janeiro para movimentação de trigo
Data: 20 de abril
Horário: 10h
Endereço: SEPN Quadra 514, Conjunto "E", Edifício ANTAQ, bairro Asa Norte - Brasília/DF.
Mais informações: (61) 2029-6518 ou asc@antaq.gov.br




Fonte ANTAQ

Diretor de Engenharia deixará Codesp


O diretor de Engenharia da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp, a Autoridade Portuária de Santos), Antonio de Pádua Andrade, foi nomeado secretário de Infraestrutura Hídrica do Ministério da Integração Nacional ontem. Mas, de acordo com a estatal que administra o Porto de Santos, o executivo permanecerá na Autoridade Portuária até que assine sua posse. Além dessa, outras mudanças aconteceram no setor.

Pádua assumiu a Diretoria de Engenharia da Codesp em novembro de 2015, na gestão do então ministro dos Portos, Helder Barbalho, que hoje é ministro da Integração Nacional e o convidou para o novo cargo. Os dois fazem parte do mesmo grupo político e são amigos há décadas.

De acordo com o Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil (MTPAC), Pádua será automaticamente desligado do quadro da Codesp assim que assinar sua posse na Integração Nacional. No entanto, a vaga de diretor de Engenharia da Docas só será preenchida após uma determinação do Conselho de Administração (Consad) da estatal.

A próxima reunião dos conselheiros deve acontecer no dia 30 deste mês. Mas é possível que seja marcada uma assembleia extraordinária nas próximas semanas, para definir um nome para a pasta de Engenharia, setor estratégico na Docas, uma vez que supervisiona a infraestrutura do complexo marítimo e suas obras – como a dragagem e a construção da Avenida Perimetral.

Pelo menos três nomes são cotados para substituir Pádua na Codesp. Segundo o executivo, seu grupo político, formado por senadores do PMDB, deve definir o nome do novo diretor da Autoridade Portuária.

Nomeações

O Diário Oficial da União de ontem também trouxe a nomeação de outros executivos do alto escalão do setor portuário. Rodrigo Mendes e Mendes, que já foi secretário de Infraestrutura Portuária da extinta Secretaria de Portos (SEP), será, agora, secretário de Políticas Portuárias da Secretaria de Portos da Presidência da República – que atualmente integra o MTPAC.

Nos últimos meses, Mendes ocupou o cargo que será de Pádua. Agora, ele ficará com a vaga de Luiz Fernando Garcia da Silva, que foi nomeado assessor especial do MTPAC. O cargo era ocupado por Luiz Otávio Oliveira Campos, que foi exonerado.

Já Ogarito Linhares passou a exercer o cargo de diretor do Departamento de Outorgas Portuárias da Secretaria de Políticas Portuárias da Secretaria de Portos do MTPAC.




Fonte Tribuna online

FIM DA SPH ABRE ESPAÇO PARA TERCEIRIZAR FUNÇÕES

Trabalho da autarquia, que administra cais da Capital, irá para a Suprg


A extinção da Superintendência de Portos e Hidrovias (SPH) fará com que as funções dessa autarquia sejam absorvidas, em um primeiro momento, pela Superintendência do Porto do Rio Grande (Suprg). No entanto, a expectativa da Associação Brasileira dos Terminais Portuários (ABTP) é de que, em uma próxima etapa, seja possível a criação de uma agência autônoma para assumir as ações do órgão.

A SPH é responsável pela administração de portos (da Capital, Pelotas, Cachoeira do Sul e Estrela), hidrovias e sinalização náutica. No entanto, o pacote de medidas para reduzir o tamanho do Estado encaminhado recentemente pelo Executivo ao Legislativo decidiu pelo término da entidade. O diretor-presidente da ABTP, Wilen Manteli, acredita que o governo agiu corretamente. Para o dirigente, a autarquia exerceu seu papel no passado, mas hoje atua em um formato sem autonomia ou verbas e, nos últimos anos, deixou de atender aos seus objetivos, como a realização de dragagens. "Perdeu a razão de ser", resume.

A associação chegou a enviar uma carta ao governador José Ivo Sartori cumprimentando pela medida, porque indica que se está buscando um modelo mais adequado. Manteli defende que a necessidade é de implementar uma administração satisfatória, com a manutenção da segurança da navegação interior. O presidente da ABTP reforça que a Superintendência do Porto do Rio Grande não teria estrutura para absorver essa atividade e poderia abranger essa demanda apenas de forma transitória. "Precisamos de um outro modelo", sustenta.

Manteli revela que uma sugestão já encaminhada ao governo do Estado, que está analisando a proposta, é a instalação de uma agência autônoma, sob o comando da iniciativa privada, que possa lidar com as práticas que garantam a navegabilidade nas hidrovias e também a atração de investimentos. A agência seria remunerada através de um fundo que seria alimentado por verbas pagas pelos terminais portuários.

Apesar de ter votado pela extinção das fundações públicas estaduais e compor a base do governo, o deputado estadual Adilson Troca (PSDB) foi o único parlamentar do seu partido contrário ao fim da SPH. Troca explica sua posição recordando que, no período em que foi líder do governo de Yeda Crusius, um dos focos era a recuperação do setor portuário. "E entendo que o porto do Rio Grande (Suprg) vai ter dificuldades para incorporar os serviços que a SPH faz", destaca.

O deputado tentou realizar uma emenda na proposta do governo do Estado, sugerindo a fusão entre a SPH e a Suprg, preservando os funcionários que trabalham na autarquia que será aniquilada. Contudo a ideia do parlamentar não foi aceita. Troca estima que o fim da SPH significará o corte de um pouco mais de cem pessoas. O parlamentar confirma que circulam informações que apontam o interesse do governo em terceirizar os serviços que antes eram feitos pela SPH. "É uma opção do governo, já que quer enxugar a máquina pública", argumenta.

O secretário dos Transportes, Pedro Westphalen, destaca que serão três meses de transição para a extinção definitiva da SPH, mas que os serviços serão mantidos nesse período. Durante esse tempo, um grupo de trabalho do governo discutirá as melhores ações para otimizar e modernizar o aproveitamento da hidrovia. O dirigente não descarta a possibilidade de terceirizar as funções e também a criação de uma agência autônoma para substituir a autarquia, e afirma que o Executivo está aberto a ouvir as proposições dos agentes do setor. "A meta é que o Estado fique com as funções de Estado", argumenta.

Quando, inicialmente, a Suprg assumir as atividades da SPH, Westphalen adianta que deve ser mantida uma estrutura em Porto Alegre, vinculada ao órgão de Rio Grande, para administrar complexos como o porto da Capital. Sobre a questão dos desligamentos de funcionários da SPH, o dirigente diz que esse é um assunto que precisa ser debatido com a Secretaria-Geral de Governo. O Jornal do Comércio tentou entrar em contato com o titular dessa pasta, mas Carlos Búrigo está em férias.





ESTIVADOR É PRESO COM 156 KG DE COCAÍNA NA REGIÃO PORTUÁRIA DE SANTOS

Ele foi detido com parte da droga após tentar fugir do flagrante correndo
Estivador e outras pessoas estavam perto de veículo cheio de cocaína


Os policiais da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) apreenderam 156 quilos de cocaína em tabletes, na madrugada deste sábado (7), na região portuária de Santos, no litoral de São Paulo. Um estivador foi preso por tráfico internacional de drogas.


Na noite desta sexta-feira (6), os policiais civis receberam uma denúncia anônima sobre um veículo que estaria carregado com drogas. Os entorpecentes seriam embarcados em um navio no Porto de Santos.

Com as características do veículo, os policiais fizeram uma ronda pela área portuária. Pouco tempo depois, eles encontraram o veículo estacionado na Rua Engenheiro Antônio Alves Freire. Várias pessoas estavam nas proximidades e, quando avistaram a viatura, o grupo saiu correndo. Segundo a polícia, todos estavam com roupas de trabalhadores portuários.


Os policiais conseguiram deter um homem. O estivador José Fernandes da Cruz, de 59 anos, estava com dois tabletes de cocaína. Dentro do carro, foram encontrados mais 131 tabletes da mesma droga. Ainda segundo a polícia, no total, foram apreendidos 156,69 kgs de cocaína.

Os tabletes da droga e o veículo foram apreendidos e levados para a Delegacia de Investigações Gerais de Santos. O estivador foi preso e encaminhado para a cadeia pública anexa ao 5º DP de Santos. O homem vai responder por tráfico internacional de drogas.



Fonte G1 Santos

CODESP COMEÇA O ANO COM O PÉ ESQUERDO

A estatal portuária pretende contratar bombeiros civis terceirizados para o atendimento de ocorrências no cais


A julgar pela matéria veiculada no jornal A Tribuna, na edição da última sexta-feira (06), sob o título "PAM fará vistorias em terminais portuários - Simulado ocorrerá na Ilha Barnabé", a direção da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) apresenta seu cartão de visitas para 2017 e começa o ano novo com o pé esquerdo.

Isto porque, a notícia de que a estatal portuária pretende contratar bombeiros civis terceirizados para o atendimento de ocorrências no cais santista foi mal recebida pelos colaboradores da empresa, com destaque para os lotados na Guarda Portuária, e mais ainda pelos dirigentes do Sindicato dos Empregados na Administração Portuária (Sindaport).

A intenção da empresa está sendo encarada pelos trabalhadores como uma afronta diante da séria ameaça de terceirização de serviços que há anos são realizados pelos membros da antiga corporação. "Soltar uma nota dessas foi seguramente um ato de irresponsabilidade, sobretudo pelo clima de insatisfação e intranquilidade que acabou gerando na categoria", reclamou o presidente do Sindaport, Everandy Cirino dos Santos.

Segundo o dirigente, desde as primeiras horas da manhã os telefones do Sindicato foram acionados com dezenas de chamadas dos colaboradores da estatal questionando a nota e pedindo providências da entidade representativa. "Foi assim durante o dia inteiro, mas logo cedo acionamos o nosso departamento jurídico para uma consulta sobre a legitimidade ou não da Codesp poder promover uma mudança dessa magnitude uma vez que a Guarda Portuária está prevista no marco regulatório do setor (Lei nº 12.815/13)."

Para Cirino, a iniciativa não é novidade considerando que a empresa, no início dos anos 2000, tentou terceirizar as atividades atribuídas aos guardas portuários, sem sucesso. Na ocasião, o poder de mobilização da lendária categoria aliado a uma atuação incisiva das lideranças do Sindaport junto aos tribunais, autoridades do seguimento, políticos e demais agentes envolvidos se constituíram em fatores determinantes para o recuo da estatal portuária.

De acordo com o sindicalista, uma nova ação judicial contra a empresa e até mesmo a paralisação das atividades no complexo santista já estão sendo consideradas pelas lideranças do Sindaport e trabalhadores. "Vamos aguardar o posicionamento do nosso corpo jurídico, bem como do Ministério Público e demais autoridades consultadas para sabermos quais os próximos passos e providências que adotaremos contra essa ou qualquer outra ameaça de terceirização dentro da Codesp", concluiu.



sexta-feira, 6 de janeiro de 2017


Codesp deve padronizar descarte de resíduos do Porto, diz estudo



A padronização de procedimentos para o descarte de resíduos no Porto de Santos e a adoção do conceito de Produção Mais Limpa são a saída proposta por estudantes do curso de Engenharia Ambiental da Universidade Católica de Santos (UniSantos) para operações mais sustentáveis no cais santista. Para as alunas recém-formadas, cabe à Autoridade Portuária coordenar o processo de destinação dos produtos descartados.

O estudo deu origem ao Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) de Letícia Santos Silva Pereira e Gisele Pereira. Elas foram orientadas pelo professor Marco Antonio Cismeiro Bumba e apresentaram o projeto no mês passado.

A pesquisa usou como base o conceito Produção Mais Limpa, que prevê a não geração de resíduos ou ainda a minimização desse impacto ao meio ambiente. As alunas estudaram o descarte de materiais no Porto de Santos, incluindo seus terminais e ainda as embarcações de cruzeiros.

Letícia e Gisele utilizaram como fonte de informações o Relatório Anual de Geração de Resíduos Sólidos, publicado pela Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), a estatal que administra o Porto de Santos. O estudo leva em conta os materiais descartados por arrendatárias, embarcações e pela própria Autoridade Portuária.

“A partir do levantamento dos resíduos mais gerados fizemos a formação de matriz de impacto a partir do grau de periculosidade”, explicou Gisele.

A classificação de resíduos sólidos envolve a identificação do processo ou atividade que lhes deu origem, de seus componentes e características. Eles são divididos em duas classes. A primeira se refere aos produtos perigosos e a segunda aos que não oferecem riscos.

Os produtos perigosos podem ser inflamáveis, corrosivos ou tóxicos. Eles oferecem riscos durante a manipulação ou quando são armazenados. Solventes e misturas de tratamento químico são os resíduos mais perigosos gerados no cais santista.

“Todas as empresas destinam seus resíduos adequadamente. Elas atendem a legislação, mas o que a gente quis chamar a atenção é a empresa pensar no processo, na fonte, reduzir a geração de resíduos. Isso também vai reduzir os custos dela. Para você destinar um resíduo perigoso, o custo é alto”, destacou Gisele.

De acordo com o levantamento, em 2014, o Porto de Santos produziu mais de 2 milhões de líquidos com substâncias perigosas. Segundo as estudantes, os resíduos das duas classes são divididos quase na mesma proporção.

Entre os resíduos orgânicos, a dupla cita o lixo retirado de embarcações que transportam passageiros. Neste caso, durante a temporada de cruzeiros o volume gerado no Porto de Santos aumenta consideravelmente. Já os granéis sólidos de origem vegetal são dispersados durante todo o ano, principalmente nas épocas de embarques de safras, nos primeiros meses do ano.

Destinação

Para as estudantes, a Autoridade Portuária deveria padronizar a destinação de resíduos produzidos no Porto de Santos. A ideia é que sejam indicados os locais para onde os produtos deveriam ser levados, além dos procedimentos para reaproveitamento de materiais.

“Em cima dessa matriz de impacto, nós percebemos que, muitas vezes, é difícil mensurar o tipo de destinação dos resíduos das arrendatárias porque não se tem um processo único. Ou seja, cada empresa tem uma forma de destinação. Então, fica meio difícil mensurar. Se houvesse uma padronização dos processos, com certeza facilitaria para reduzir esses resíduos”, destacou Gisele.

Gisele e Letícia também apontam a necessidade de capacitação de pessoal e investimentos em tecnologia como medidas para reduzir a produção de resíduos no Porto de Santos.

A adoção de procedimentos, treinamentos de funcionários e ainda a aquisição de novos equipamentos são fatores que podem reduzir a geração de resíduos no Porto de Santos. Para as estudantes, também é preciso conscientizar os gestores das empresas sobre o conceito de Produção Mais Limpa, que é um investimento com retorno garantido.

“Está na hora das empresas perceberem que a Produção Mais Limpa produz lucro a médio e longo prazo. Não é só gastar dinheiro, é investir’, destacou o professor Marco Antonio Cismeiro Bumba, que orientou a pesquisa de duas alunas da Universidade Católica de Santos (UniSantos).

Letícia Santos Silva Pereira e Gisele Pereira concluíram o curso de Engenharia Ambiental no início deste mês. Elas estudaram a geração de resíduos em um único ramo de atividade: o Porto de Santos.

As estudantes propuseram medidas para minimizar a geração de resíduos no cais santista. Elas podem ser aplicadas em vários setores, desde os escritórios. Nesses locais, até o controle de impressões foi citado como uma medida de evitar a dispersão de materiais.

A utilização de sistemas de reúso de água, a instalação de máquinas para a separação de resíduos orgânicos e recicláveis e ainda a devolução de produtos dispersados aos fabricantes estão entre as medidas propostas.

Elas também destacaram os treinamentos voltados ao manuseio desses produtos e a aplicação da logística reversa, além dos pontos de coleta seletiva nas áreas comuns dos terminais ou da própria Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), a estatal que administra o Porto de Santos.

O professor orientador da pesquisa destaca a necessidade de que as instalações portuárias cumpram todas as legislações brasileiras e ainda as internacionais. “Na Europa, existe a Diretiva Rhos. Ela pressupõe que não pode ter metal pesado em nenhuma etapa do processo produtivo, desde o minério até o descarte do produto. Se você não tiver esse pressuposto, o seu produto não vai para o mercado”.

Para Bumba, os empresários devem pensar em minimizar a quantidade de lixo em cada etapa da produção. “Se você não fizer isso, no final, somando todos os resíduos, você vai ter uma quantidade imensa de resíduos. E o homem vai ter que conviver com esse passivo ambiental que vai ficar na natureza sem tratamento ou sem destino correto”.



Fonte A Tribuna online (FERNANDA BALBINO)

Endividados e com pouca carga, terminais portuários estão à venda


Alavancados financeiramente ou com dificuldades operacionais - em  alguns casos as duas coisas -, grupos portuários foram ao mercado no último ano em busca de parceiro para o negócio ou para venda integral dos ativos. Mas, por motivos diferentes, nada foi consumado até agora. Preço alto, queda de carga e insegurança jurídica explicam por que alguns deles chegaram, inclusive, a suspender o processo.

Ageo e Ageo Norte, Deicmar, Ecoporto, Embraport - todos terminais em Santos (SP) - e Sepetiba Tecon, em Itaguaí (RJ), são alguns empreendimentos colocados à venda em 2015 ou neste ano.

Um dos casos mais recentes é o da Ageo e Ageo Norte, dois terminais de movimentação de granéis líquidos. O Valor apurou que o grupo busca atrair um parceiro estratégico e ao mesmo tempo resolver uma dívida que tem com o banco Santander - que coordena a transação.

O negócio é considerado atraente e tem interessados de peso. O consumo de derivados de petróleo no Brasil está acima da capacidade de refino interno, o que estimula as importações e a necessidade de armazenamento em tanques; os terminais estão localizados no maior porto da América Latina; e ambos os contratos de arrendamentos foram renovados, sendo válidos até 2040 (Ageo Norte) e 2041 (Ageo). Segundo fontes, os ativos estão avaliados entre 12 e 15 vezes o Ebitda.

"Qualquer ativo que envolva tancagem hoje é interessante. O que está sendo disputado é o longo prazo. Quem não se posicionar neste momento lá na frente vai ficar em desvantagem. A Ageo se torna um ativo menos econômico e mais estratégico", afirma Fabrizio Pierdomenico, sócio-diretor da consultoria Agência Porto.

Outra companhia que avalia propostas é a TCP, que administra o terminal de contêineres de Paranaguá. O terminal é um dos mais movimentados do país, o único de contêineres do Paraná, e prepara uma expansão física. Em novembro, a agência de classificação de riscos Fitch atribuiu rating de 'AA-(bra)' às três séries da 1ª emissão de debêntures do terminal, no valor de R$ 588 milhões, para financiar a ampliação. A Fitch diz que o rating reflete "o perfil adequado de geração de receitas da companhia" e que "a expansão está planejada de forma adequada, com o requerimento de financiamento 100% obtido."

A TCP é 50% do fundo Advent e a leitura do mercado é que a venda está inserida numa estratégia de alienar o ativo ainda com Ebitda alto antes que a entrada de um concorrente roube receita e tire valor do negócio. O projeto mais estruturado é o do Porto Pontal, um terminal de uso privado que para sair do papel tenta derrubar ações na Justiça que apareceram depois de o projeto vir a público.

Segundo fontes do setor, há vários grupos interessados no negócio da TCP, incluindo estrangeiros que querem entrar no Brasil ou aumentar sua posição. Mas há uma avaliação de que o preço do ativo, de R$ 5 bilhões, está alto.

"Os investidores estão olhando infraestrutura no Brasil, o país está barato e há dinheiro sobrando", diz Luiz Felipe Valerim, sócio do escritório VPBG. "O interesse no porto de Santos é natural. Santos tem demanda reprimida, apesar de não haver agora. Tirando ali, é outra lógica, são ativos onde a carga é especificamente estratégica naquela região", diz.

Também a Odebrecht Transport , controlada de infraestrutura do grupo Odebrecht, negocia a venda de sua participação no terminal de contêineres Embraport, no porto paulista, para a Dubai Ports World , sua sócia no empreendimento.

Com falta de carga e espaço de sobra nas instalações de contêineres de Santos, os dados operacionais da Embraport estão aquém das expectativas. Hoje, o faturamento da empresa é insuficiente para fazer frente à dívida. A Embraport fechou 2015 com receita líquida de R$ 220 milhões e dívida financeira de R$ 2,03 bilhões. O prejuízo líquido foi de R$ 821,8 milhões.

Apesar dos números ruins, a Odebrecht relutava em se desfazer do ativo. A razão da venda teria menos a ver com as condições operacionais do terminal e mais com a necessidade de o grupo reduzir endividamento e compromissos de investimentos, com a piora do cenário após entrar na Lava-Jato.

A situação em Santos esvaziou a "corrida ao ouro" por terminais de contêineres que existia até pouco tempo atrás. E a combinação de concorrência intraporto e retração econômica complicou a vida das instalações pequenas, que já não são mais viáveis para receber navios grandes.

É o caso do Ecoporto, da EcoRodovias, que contratou em 2015 o Credit Suisse para sondar interessados, mas, com a configuração atual do terminal, o negócio não prosperou. Os números operacionais do Ecoporto se deterioraram. O Ebitda é seguidamente negativo frente um endividamento alto. Neste ano a EcoRodovias fez baixa contábil de R$ 545 milhões no Ecoporto e suspendeu a venda. Ficará com o ativo até que demanda e oferta convirjam em Santos.

Paralelamente, busca renovar o contrato de arrendamento por mais 25 anos, processo em fase final de análise no Ministério dos Transportes que, se aprovado, tende a valorizar o terminal para uma futura venda.

Um passo além seria a reconfiguração do cais do Saboó, onde o Ecoporto está localizado, em que as áreas vizinhas com contratos precários ou com liminares (o prazo original e a respectiva renovação já venceram) sejam aglutinadas para formar um único lote para ir a leilão. Nesta hipótese, o Ecoporto poderia arrematar a gleba e adensá-la ao seu contrato, perfazendo um grande terminal.

A empresa de logística Deicmar também procurou parceiro, depois de um 2015 complicado nos fluxos de comércio internacional do país. Contratou no início do ano uma butique para assessorá-la na busca por interessados no terminal portuário especializado no embarque e desembarque de cargas rolantes em Santos e no Centro Logístico Industrial Aduaneiro (Clia), onde são adiantados processos de comércio exterior em contêineres. A venda seria para ambos os ativos, estimados em R$ 200 milhões, mas não vingou.

O Clia, principal negócio da Deicmar, fica na retroárea do porto. Como outras instalações do tipo, sofreu queda de carga na medida em que os grandes terminais de cais, com mais espaço devido à crise, disputaram a armazenagem com preços competitivos. Pesou ainda a insegurança jurídica do contrato do terminal portuário, que venceu em 2014 e, pelo atual arcabouço, não pode ser renovado. A empresa opera sob liminar.

Sob nova gestão, a Deicmar iniciou uma reorganização operacional e financeira que resultou em alta de 35% no faturamento bruto no segundo semestre frente a primeira metade do ano. Com base nesses resultados, suspendeu a venda. "Os planos então especulados no início do ano de 2016 não mais se aplicam ao cenário atual ou objetivos de nossa empresa", disse em nota.

A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) é outra que mudou a estratégia e congelou a venda neste ano de uma parcela do capital do terminal de contêineres Sepetiba Tecon, em Itaguaí, para o qual buscava um sócio desde 2015. Os preços ficaram abaixo do que Benjamin Steinbruch, o dono da siderúrgica, gostaria. As propostas não superaram R$ 1 bilhão e a companhia queria entre R$ 1,2 bilhão e R$ 1,5 bilhão. Além disso, a CSN não quer mais sair do negócio e o preço do minério subiu, o que tirou pressão sobre a venda ativos.

Procuradas, as empresas não se manifestaram sobre o assunto.



Fonte Valor

Expansão do Porto do Pecém deve ser concluída em 2018



De acordo com a Seinfra, atualmente, as obras da segunda expansão do Porto do Pecém apresentam 81% de avanço total.

Antes prevista para ser concluída até o fim deste ano, a obra de expansão do Porto do Pecém, que inclui pavimentação e uma nova ponte de acesso ao quebra-mar, deverá ficar pronta ao longo de 2018, segundo a Secretaria da Infraestrutura do Ceará (Seinfra). A nova ponte de acesso está com 30% de avanço nos serviços e segue em construção. A previsão é que a obra completa seja entregue até o fim de 2017.

Já o nono berço de atracação do terminal portuário, que apresenta 65% da obra executada, deve ser concluído ao longo de 2018, segundo o órgão. Os berços 7 e 8 foram concluídos no ano passado e a correia transportadora de minério de ferro, que abastece a Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP), foi entregue em agosto de 2016. De acordo com a Seinfra, atualmente, as obras da segunda expansão do Porto do Pecém apresentam 81% de avanço total.

Rodovia das placas

Também voltado para atender a CSP, a Rodovia das Placas (CE-576), que ligará a siderúrgica ao Porto do Pecém, conta atualmente com 20% de execução. A expectativa é que o trecho, que faz parte do Programa Viário de Integração e Logística - Ceará IV, seja concluído em fevereiro de 2018.

A Rodovia das Placas é considerada essencial para garantir a movimentação de caminhões pesados que transportarão as placas da siderúrgica ao terminal portuário. Com oito quilômetros de extensão, o trecho contou com um aporte financeiro de R$ 24,3 milhões, de recursos do Estado, em parceria com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

Outra obra rodoviária que beneficiará o Complexo Industrial e Portuário do Pecém (Cipp) será a duplicação da rodovia CE-155, ligando o Porto do Pecém ao entroncamento BR-222, que terá 20 quilômetros de extensão. A obra já foi licitada e tem custo previsto de R$ 41,3 milhões. O prazo de conclusão é de 450 dias corridos, contados a partir do seu início da obra.

Porto de Rotterdam

Ainda no 1º trimestre deste ano, o Porto do Pecém deverá se preparar para abertura de capital, cujo modelo ainda está sendo estudado. O anúncio foi feito pelo governador Camilo Santana, em dezembro passado. Inicialmente, o modelo de concessão estava previsto para ser anunciado em novembro, mas devido o momento econômico o governo resolveu adiar para este ano.

Um dos principais interessados na administração do Pecém é o Porto de Rotterdam, na Holanda, que prestou serviços de consultoria à Cearáportos, que administra o terminal. Com relação ao modelo de concessão, que deverá incluir a administração de todo o Cipp, o governo avalia a formatação de uma parceria público-privada (PPP), por exemplo. A modelagem ainda está sendo tratada pela Procuradoria Geral do Estado (PGE), e a expectativa é de que seja apresentada ainda em janeiro.



Fonte O Povo (CE)/Bruno Cabral

ANTAQ REALIZARÁ FISCALIZAÇÃO NOS PORTOS DO PARÁ

Porto interditado continua funcionando irregularmente em Belém
Órgão de fiscalização realizará uma campanha de regularização dos portos


A Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) realizará uma fiscalização nos próximos seis meses nos portos do Pará. De acordo com a agência fiscalizadora, os portos precisarão se adequar as exigências da entidade.
Segundo o Diretor-Geral da Antaq, Adalberto Tokarski, o órgão realizará uma campanha educativa para incentivar a regularização dos portos paraenses.

"Nós vamos fazer uma campanha educativa. Agora nós temos 180 dias para buscar essa regularização, e ainda uma regularização um pouco mais leve. Ou a Antaq, se colocar a mão pesada, todos os terminais seriam interditados praticamente", afirmou Tokarski.

No porto de Tucuruí, no sudeste do Pará, os passageiros precisam descer uma escada muito íngreme e andar sobre uma tábua para conseguir embarcar e desembarcar das embarcações. Idosos, crianças e mães com recém-nascidos fazem parte do grupo que mais sofre para ter acesso os barcos.

"Eu já sofri acidente. Semana retrasada eu fui eu caí da escada, porque não tem um porto adequado, uma estrutura adequada" relatou Carla Daibes, zootecnista.
Em dois portos de Belém a situação não é diferente. No Porto Santa Efigênia, que fica no bairro da Cidade Velha, e recebe passageiros de Cametá e do estado do Amapá, logo na entrada, as pessoas que chegam precisam enfrentar lama e muitos buracos. Para chegar à embarcação, tem que se equilibrar entre tábuas soltas de um trapiche quebrado.

Bem próximo fica o Porto Brilhante. No portão tem uma placa dizendo que o estabelecimento “está interditado pela administração para embarque e desembarque de passageiros e cargas”. Porém passageiros continuam embarcando e desembarcando do porto interditado, vindo de Cachoeira do Arari, na Ilha do Marajó.

"A gente pede que as autoridades tomem providência para que não deixe acontecer como acontecera com a lancha que naufragou. E certamente que aqui também há esse perigo. Então é preciso de melhorias e providências por parte das autoridades" cobrou o autônomo Gleidson Portal.

Foi do Porto Brilhante que no último dia 7 de dezembro saiu a lancha com destino à Ponta de Pedras, na Ilha do Marajó. A embarcação, que não tinha autorização para transportar passageiros, naufragou. Segundo o Corpo de Bombeiros, 44 pessoas foram resgatadas com vida, 4 morreram e 5 continuam desaparecidas. A lancha também não foi localizada. Depois de 10 dias de buscas aos corpos e a lancha, o trabalho encerrou.



Fonte G1

CÃO DA GUARDA PORTUÁRIA LOCALIZA DROGA EM BAGAGEM

A droga foi localizada após varredura nas malas que seriam embarcadas no Navio Soberano



Na última quinta-feira (29) os guardas portuários Eduardo Soares e Cleiton, atuando com o Cão Phelps, foram solicitados pela Polícia Federal para fazer uma varredura em algumas malas que seriam embarcadas no Navio Soberano e o cão, acusou em uma delas, a presença de entorpecente.

A proprietária da bagagem foi solicitada a comparecer no terminal e na sua presença a mala foi aberta, sendo então constatado que, no seu interior, foi localizado um bloco de aproximadamente 31g de substância com aparência, textura e cheiro da droga psicotrópica proscrita como “maconha”, além de resma de papel e deschavador, ambos utilizados para preparação de cigarros, tendo sido realizado um teste preliminar na substância, que indicou realmente tratar-se da droga referida. Também foi localizado na bagagem um selo supostamente de substância entorpecente.

A ocorrência foi registrada no Posto de Fiscalização Internacional da Polícia Federal no Terminal de Passageiros do Porto de Santos, pela Delegada Cassiana Saad de Carvalho, que determinou a elaboração do Termo Circunstanciado (TC) nº 0123/2016, de acordo com o art. 28 da Lei 11.343/2006.





Fonte Segurança Portuária em Foco